O primeiro passo à final!

Fábio Luciano levanta a Taça Rio

Fábio Luciano levanta a Taça Rio

 

O começo foi truncado. O fim, merecido. Flamengo e Botafogo fizeram no domingo um jogo digno de final. Começando pela torcida rubro-negra. O público presente era de pouco mais de 83 mil pessoas e, claro, com mais da metade flamenguista. Com gritos do começo ao fim e novas coreografias, a Nação fez por merecer a vitória.

A partida começou bastante estudada pelos dois times. Jogo truncado, fechado e muitas faltinhas marcaram presença no primeiro tempo. A primeira chance foi de Emerson, novo titular do Flamengo, num chute rasteiro que foi para fora. O Mengão continuava envolvendo o Botafogo, com toques rápidos e curtos. Kléberson e Juan fizeram uma bela tabela, mas na hora do cruzamento o zagueiro botafoguense afastou na hora.

O Botafogo chegava nos contra-ataques. Foi então que tiveram sua primeira grande chance. O trio botafoguense funcionou. Reinaldo tocou no alto para Maicosuel, que mata no peito e deixa Victor Simões na cara do goleiro Bruno. Simões ao invés de chutar de direita, prefere a esquerda, chuta muito mal para fora e perde grande chance.

Agora a melhor chance do Botafogo no jogo: Lançamento longo da defesa ao ataque. A bola parecida dominada para o Flamengo, mas Willians perde o tempo da bola, que bate em seu ombro e sobra limpa para Maicosuel, que acerta o pé da trave de Bruno.

Antes de continuar a análise da partida, gostaria de ressaltar a atuação de Willians. Chegou ao Flamengo como um desconhecido e hoje caiu nos braços da Nação, merecidamente. Com uma marcação individual, sem faltas, roubadas de bola absolutamente perfeitas e ainda por cima saindo para o jogo, nosso “Paul Tergat” simplesmente invalidou Maicosuel, que não viu a cor da bola.

Agora continuemos. Falta para o Botafogo. De muito longe. Muitos, dali, não acreditariam nem em Roberto Carlos. Juninho foi para a cobrança e acertou um “tirambaço”, que passou muito perto do ângulo do Bruno, que só pulou por obrigação. O Botafogo tinha as melhores chances.

Mas o Flamengo tinha mais posse de bola. Já no segundo tempo, Kléberson aparece na entrada da grande área, de frente para o gol de Renan, chuta bem de esquerda e obriga o goleiro do Botafogo a fazer grande defesa. A partir daí só deu Flamengo.

Falta para o Flamengo pelo lado esquerdo de ataque. Juan vai para a cobrança. Dali, só o cruzamento. Ele manda na confusão da pequena área, Angelim cabeceia para o lado e Emerson toca de canela para o fundo do gol. Gol do “Sheik”? Não, gol contra do zagueiro do Botafogo, com mesmo nome que nosso atacante. Um gol contra “a favor”. A Nação explode, o Maraca treme e o Flamengo, com esse gol, vai para a final.

Com o Botafogo atrás no placar, a tendência era de que o time de General Severiano partisse para cima para tentar o gol. Mas Thiaguinho partiu para cima foi do Juan. Nosso lateral-esquerdo recebeu bola de Angelim, driblou o jogador do Botafogo, que deu um carrinho maldoso e foi expulso.

Com um a mais, o Flamengo teve a chance de aumentar o placar.  Fábio Luciano primeiro intercepta um lançamento do ataque botafoguense. Domina no peito com muita categoria e aparentemente dá um chutão para frente, apenas para afastar o perigo. Aparentemente. Como num lançamento à Zico, a bola chegou para Josiel, que havia entrado no lugar de Emerson, na cara do gol. Josiel bate de esquerda, por cima da meta de Renan.

E não foi só isso. Josiel vem pelo meio. Eram quatro rubro-negros contra três botafoguenses. Era a hora de matar o jogo. Nosso atacante lança Juan pelo lado esquerdo, que cruza para Erick Flores, que havia entrado há pouco tempo. O garoto dá um peixinho lindo, mas não alcança a bola. Seria seu primeiro gol como profissional do Flamengo.

E foi isso. Só pudemos comemorar depois do apito final. Mas valeu a pena esperar. O Flamengo vai à final do Campeonato Carioca, e não foi dessa vez que o Botafogo conseguiu acabar com o retrospecto negativo depois de 3 anos seguidos ouvindo a torcida gritar “vice de novo”. É preciso pés no chão, afinal vencemos uma batalha, mas a guerra ainda está por vir. E ela é marcada por ida e volta. Mas podemos gritar sim “É campeão!”

Patrick Martin

1 Comentário

  1. Eu tenho inveja do seu blog, cara! Tá mto legal, e vc escreve mto bem.
    Vadio!


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